? Nova guerra fria? A política externa de China, EUA e Brasil

Durante o governo do Partido dos Trabalhadores (Lula, 2003-10; Dilma 2011-2016), o Brasil tornou-se um ator importante no cenário geopolítico latino-americano e global, especialmente por seu papel nos BRICS, Mercosul, UNASUL e CELAC. O Presidente Lula e a presidenta Dilma, bem como o Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, entre outros, fizeram muitos esforços para desenvolver uma nova multipolaridade na política global, inclusive trabalhando muito próximos da China.
O ex-presidente Lula declarou recentemente em uma reunião do “Grupo de Puebla”: “Estou convencido de que os EUA jamais tolerarão o protagonismo dos países da América Latina”.
Desde o golpe de 2016, o Brasil se distanciou, de fato, da articulação dos BRICS e se realinhou com os EUA.
Ao mesmo tempo, o comércio bilateral entre a China e o Brasil em 2020 chegou a cifra recorde de R$ 553 bilhões e o superávit brasileiro teve alta interanual de 7,3%, atingindo R$ 190 bilhões de reais, ou cerca 70% do superávit total.
No caso da pandemia, o Brasil assinou acordos para a produção das vacinas Coronavac (chinesa) e AstraZeneca (britânica), mas os insumos para ambas vêm apenas da China, colocando o Brasil em uma posição dependente do país asiático.

Talvez por causa disso, Bolsonaro tinha diminuído seus constantes ataques públicos contra a China, e, aparentemente, desistiu de sua intenção de excluir a Huawei do leilão do 5G no país (que deve acontecer até fim de junho). Mas essa semana, ele voltou a atacar a China de forma inconsequente mais uma vez. ? Inscreva-se, ative o “sininho” e receba os conteúdos da TVT ? Fortaleça a TVT. Seja membro do nosso canal! Veja como: https://bit.ly/2VT0hI0

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